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Manutenção e a Parada Anual

Podemos dizer, que nas empresas que entram de férias coletivas no final de ano, torna-se o período onde a equipe de manutenção possui os equipamentos disponíveis para efetuar todas as tarefas do plano de manutenção que são adiadas durante o ano.

O termo “parada”, à primeira vista, pode dar uma sensação de obstáculo para os gestores de manutenção. Contudo, as paradas de manutenção nas plantas industriais são fundamentais na manutenção de equipamentos grandes e que requerem vistorias mais prolongadas e aprofundadas. Em um simples programa de manutenção planejada, muitas vezes, não é possível fazer um vistoriamento detalhado a cerca do funcionamento adequado de uma máquina industrial. Em praticamente todas as fábricas, o período da parada é determinado pela demanda da produção.

Durante o processo de parada, toda a produção é paralisada para que equipamentos e ferramentas sejam avaliados, reparados, lubrificados e substituídos, caso isso seja necessário. Por isso a denominação “parada”. No entanto, é preciso que os gestores tenham em mente um planejamento completo contendo todas as datas previstas para a manutenção geral ocorrer, aproveitando talvez os menores picos de produção, não afetando a lucratividade da empresa.

Planejar esse tipo de ação requer organização e visão para prever todos os possíveis percalços que surjam no meio do caminho, no entanto, os softwares de gerenciamento de paradas auxiliam bastante os gestores no momento de definir e priorizar algumas estratégias.

A primeira delas é coordenar o trabalho de diversos setores dentro das plantas industriais, como profissionais da área de elétrica, mecânica, instrumentação, entre outras.

A segunda é ter a parte de logística bem estruturada, uma vez que máquinas precisarão ser removidas para locais onde possam ser vistoriadas.

A terceira, é saber disponibilizar todos os materiais e recursos humanos em todas as tarefas pendentes, de modo que isso não comprometa em momento algum a qualidade dos serviços. Em outras palavras, o que está em jogo é a confiabilidade da manutenção em curto prazo e a perde de lucros em longo prazo.

É muito importante que sejam desenvolvidos fornecedores que trabalhem em parceria e comprometimento com a empresa contratante de seus serviços, fazendo com que haja uma colaboração para que sejam cumpridos os cronogramas de parada de manutenção.

Outro ponto a ser levado em consideração é que o período de parada geral dos equipamentos deve ser programado e planejado muito antes de sua execução para que seja garantido um melhor aproveitamento dos recursos humanos e financeiros.

E em sua empresa, como e quando acontece as paradas de manutenção?

Fontes:

http://www.manutencaoesuprimentos.com.br/conteudo/1839-a-importancia-das-paradas-de-manutencao/

O que é empowerment e como ele funciona?

outubro 27, 2011 1 comentário

Empowerment é uma ação da gestão estratégica que visa o melhor aproveitamento do capital humano nas organizações através da delegação de poder. Devemos entender este poder como sendo o resultado do compartilhamento de informações fundamentais sobre o negócio e seus projetos, da delegação de autonomia para a tomada de decisões, e da participação ativa dos colaboradores na gestão do negócio, assumindo responsabilidades e liderança de forma compartilhada.

A prática do empowerment é fundamental para libertar a empresa do vício da centralização das decisões, que a torna lenta e burocrática.

Com esta atitude a empresa descentraliza suas decisões e estabelece um estilo de gestão extremamente mais participativa, dando maior autonomia a seus colaboradores. As vantagens são maior motivação, maior satisfação das pessoas, maior agilidade e flexibilidade, portanto, maior potencial de competitividade.

Empowerment corresponde a uma relação que envolve poder e responsabilidade, como duas faces de uma mesma moeda.

Para promover o empowerment, não basta transferir verbalmente poder às pessoas; elas precisam ter reais condições de agir no pleno exercício da sua responsabilidade, desenvolvendo o que chamamos de “ownership”, ou seja, agirem como intraempreendedores e como se fossem “proprietárias” do negócio, pensando como empresários.

Para isso é necessário:

1. Um profundo compartilhamento das informações com todos os envolvidos. A informação é o objeto que destrói a incerteza. Ela é fundamental para a correta tomada de decisões. As equipes precisam estar informadas sobre lucros, budgets, market share, concorrência, produtividade, ameaças, desafios e oportunidades, etc. A Informação deve circular, de maneira clara, transparente e adaptada à condição e necessidade de cada equipe em particular. Algumas informações gerais para o bom entendimento do negócio e do cenário devem ser compartilhadas com todas as pessoas, outras mais restritas e sigilosas, apenas com as pessoas-chave.

2. A abertura para uma real autonomia dando às pessoas não somente as informações, mas o apoio e a liberdade necessária para agirem. É preciso confiar nestes profissionais e incentivá-los a liderar os processos em que estão envolvidos, e sob os quais assumiram responsabilidades. Uma cultura punitiva impede a autonomia; erros devem ser corrigidos, não punidos. A autonomia deve guiar-se pela visão, missão e valores da empresa, assim como por seus objetivos e metas, dentro do contexto dos sistemas e processos em vigor na organização. Essa clareza de visão, missão, objetivos, metas e processos permite que as pessoas “empoderadas” possam tomar decisões coerentes. É esta clareza que estabelece as fronteiras, ou seja, os limites, de autonomia.

3. Redução dos níveis hierárquicos e da burocracia que tornam as empresas lentas e rígidas. Através da prática de empowerment, equipes auto-gerenciadas podem atingir alta performance e buscar a excelência em níveis muito superiores aos de empresas centralizadoras.

Empowerment pode e deve ser aplicado em todos os níveis da organização. Ele permite que os gestores deleguem a solução de problemas a colaboradores que se sentem valorizados, motivados pela confiança, e isso aumenta sensivelmente o nível de comprometimento e de satisfação das pessoas no trabalho. Esta prática desperta o que há de melhor nas pessoas e em seus líderes e estimula o aparecimento e a formação de novos líderes.

Na ausência de empowerment, o comprometimento nunca será máximo, as equipes jamais atingirão alta performance e as lideranças jamais serão efetivas.

Em muitas empresas, o processo de implantação do empowerment é prejudicado por gerentes e gestores temerosos de perderem sua importância, status e poder. Isso é uma grave miopia porque as equipes e líderes continuarão necessitando de uma administração competente e atuante. A necessidade de administração é constante. O equilíbrio das atribuições e suas interdependências mudam com o empowerment, mas estão longe de desaparecer por sua causa.

A adoção do empowerment demonstra um amadurecimento da cultura organizacional, independentemente do tamanho da empresa. Ele favorece a autorrealização das pessoas e é um dos grandes atrativos para reter os melhores talentos, já que estes não desejam trabalhar em empresas onde não possam atuar com autonomia e possibilidades de construir uma carreira de sucesso!

Empresas que pretendem aprender e agir mais rápido que seus concorrentes precisam aprender a delegar autonomia a seus talentos. A centralização é um risco muito elevado à sustentabilidade dos negócios. Sucesso é um esporte coletivo. Ninguém quer fazer parte de um time onde não se pode jogar, mostrar seu valor e fazer a diferença.

Um dos maiores erros em organizações consiste em tolher a autonomia das pessoas. É preciso acreditar em nossos talentos e deixá-los sentir a motivação e o prazer de ajudarem a construir o sucesso dos negócios. Empresas que delegam autonomia a seus colaboradores fazem com que eles se sintam co-autores do sucesso, elevam sua autoestima e, com ela, a lucratividade dos negócios.

Mantenha sua empresa aprendendo constantemente, dedique-se a treinamento e capacitação constante. O medo de investir nas pessoas alegando que elas possam deixar o negócio deve ser superado pela certeza de que se não as capacitarmos e elas continuarem trabalhando conosco, o custo será incrivelmente maior! Quem não investe em seu negócio e em seus colaboradores, investe na concorrência…

Acredite nas pessoas, invista nas pessoas, elas são o seu negócio, o restante é só cenário!

Autor: Carlos Hilsdorf

Fonte: http://www.administradores.com.br/informe-se/artigos/o-que-e-empowerment-e-como-ele-funciona/46403/

A manutenção e os hábitos das pessoas eficazes

outubro 18, 2011 2 comentários

Atualmente estou lendo o livro: Os 7 Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes – Lições Poderosas para a Transformação Pessoal de Stephen R. Covey e para minha surpresa encontrei um trecho do livro que tem tudo a ver com a área de manutenção e que gostaria de compartilhar com todos, segue o trecho:

Quando as pessoas deixam de respeitar o equilíbrio Produção / Capacidade de Produção, ao usarem os bens físicos nas organizações, elas provocam a queda da eficácia organizacional deixando freqüentemente uma galinha morta para os outros.

Por exemplo, um indivíduo encarregado de um bem físico, como uma máquina, pode estar ansioso para causar uma boa impressão em seus superiores.

Talvez a empresa esteja crescendo rapidamente, e as promoções aconteçam com freqüência. Sendo assim, ele produz em ritmo acelerado -, nada de pausas ou manutenção. A máquina trabalha dia e noite. A produção é fenomenal, os custos baixos, e os lucros disparam. Em pouco tempo, o sujeito ganha a promoção esperada. Os ovos de ouro!

Suponha, contudo, que você seja seu sucessor no trabalho. Vai herdar uma galinha muito doente, uma máquina que, a esta altura, está desgastada, e começa a dar problemas. Exige investimentos altos em manutenção, e passa muito tempo parada. Os custos sobem barbaramente, os lucros desaparecem. E quem leva a culpa pela perda dos ovos de ouro? Você. A culpa é sua. Seu antecessor arruinou o bem, mas a contabilidade só registra o número de peças produzidas, os custos e os lucros.

O equilíbrio Produção / Capacidade de Produção torna-se particularmente importante quando aplicado aos seres humanos envolvidos com uma organização – clientes e funcionários.

Será que este trecho do livro mostra a realidade praticada em nossas empresas? Será que existem casos verídicos desta história?

Se for começar a enumerar os casos podemos não parar tão cedo, acredito que infelizmente ainda existem muitos casos onde as pessoas desejam se beneficiar da forma como foi apresentada no texto, porém acredito que é exatamente quando percebemos estas atitudes displicentes dos responsáveis pela operação / produção que os profissionais de manutenção devem mostrar sua importância, não se baseando no “achismo” e sim com fatos e dados, para que não fique sujeito aos infortúnios futuros devidos uma má gestão dos ativos.

O profissional de manutenção deve ter a humildade suficiente para apresentar suas idéias e conseguir o interesse dos profissionais de outros processos em ouvi-lo e poderem concordar com a sua opinião, deixando de lado a postura de combate que normalmente existe dentro das empresas onde a manutenção é inimiga da produção e vice versa. Em resumo, creio que é preciso mudar os paradigmas, para que novos resultados sejam alcançados.

 Posteriormente apresentarei mais um texto fazendo uma relação do conteúdo do livro e a manutenção. Aguardem!!

Fonte:

Livro: Os 7 Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes – Stephen R. Covey

Steve Jobs

Gostaria de compartilhar este vídeo do Steve Jobs onde ele apresenta algumas histórias de sua vida. Ele realmente fará muita falta, pois colaborou muito com as suas idéias inovadoras. Segue o vídeo:

CategoriasVídeo

Vídeo com as principais fotos do Congresso

Veja neste vídeo um resumo do que aconteceu no 26º Congresso Brasileiro de Manutenção:

CategoriasEventos, Nacional
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