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A função Manutenção

Passarei a publicar no blog partes do meu trabalho sobre a elaboração do manual de organização da manutenção, que foi entregue para conclusão do meu curso de pós graduação em gerenciamento de manutenção, seguindo a ordem de apresentação no documento, sendo assim, segue a primeira parte do trabalho:

A função manutenção é de suma importância para as organizações e deve trabalhar de forma que haja sinergia entre o setor executante e seus clientes, pois dessa forma colaborativa os resultados tornam-se melhores.

A seguir são destacadas algumas definições da função manutenção.

Segundo a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) (1994), manutenção é a combinação de todas as ações técnicas e administrativas, incluindo as de supervisão, destinadas a manter ou recolocar um item em um estado no qual possa desempenhar uma função requerida.

Segundo Monchy (1989), o termo manutenção tem sua origem no vocabulário militar, cujo sentido era manter, o efetivo e o material num nível constante.

Segundo Azevedo (2007) manutenção é a atividade que visa manter as características técnicas de um equipamento ao nível do seu desempenho especificado.

Segundo Branco (2006a), manutenção são ações técnicas como administrativas que visem preservar o estado funcional de um equipamento ou sistema, ou para recolocar o equipamento ou sistema de retorno a um estado funcional no qual ele possa cumprir a função para o qual foi adquirido ou projetado.

Além das definições técnicas, existe também uma definição que considero a definição poética da manutenção:

A manutenção não é manutenção meramente preventiva, embora este aspecto seja um ingrediente importante. A manutenção não é lubrificação, embora a lubrificação seja uma de suas funções preliminares. Nem é a manutenção simplesmente as arremetidas frenéticas para reparar uma peça da máquina ou um segmento quebrado do edifício, embora esta seja mais freqüentemente do que não a atividade dominante da manutenção.

Em uma veia positiva, a manutenção é uma ciência desde que sua execução confia, mais cedo ou mais tarde, sobre uma ou todas as ciências. É uma arte porque os problemas aparentemente idênticos exigem e recebem regularmente diversas abordagens e ações, porque alguns gerentes, supervisores e técnicos de manutenção exibem uma maior aptidão para eles do que outros mostram ou mesmo alcançam. É sobretudo uma filosofia porque é uma disciplina que pode ser aplicada intensamente, modesta, ou de modo nenhum, dependendo de uma larga escala de variáveis que freqüentemente transcendem as mais imediatas e óbvias soluções. Além disso, a manutenção é uma filosofia porque deve ser cuidadosamente apropriada à operação ou organização que serve como roupa fina que é utilizada pelo seu usuário e porque a maneira que ele é vista por seus executores dará forma a sua eficácia. (MOBLEY, 2008,  p. 1.9, tradução nossa).

Com a evolução da manutenção e obtenção cada vez mais do conhecimento e entendimento da importância da função para as organizações é inevitável que o conceito errôneo de que a função da manutenção é apenas reparar equipamentos e instalações fique cada vez mais no passado. Com isso podemos dizer que a manutenção pode assumir o seu verdadeiro papel estratégico dentro das organizações.

A manutenção precisa estar voltada para os resultados empresariais da organização, deixar de ser apenas eficiente para se tornar eficaz;ou seja, não basta apenas reparar o equipamento ou instalação tão rápido quanto possível, mas é preciso, principalmente, manter a função do equipamento disponível para operação, reduzindo a probabilidade de uma parada de produção não planejada. (KARDEC; NASCIF, 2009)

A manutenção deve dominar o conhecimento das melhores técnicas disponíveis para que não seja sempre surpreendida com a indisponibilidade de equipamentos e instalação, perda de produção, má qualidade dos produtos ou serviços, acidentes causados por falta de manutenção, etc.

Deve deixar de lado a satisfação em executar um bom reparo e passar a ficar satisfeito quando conseguir evitar as falhas não previstas. (KARDEC; NASCIF, 2009)

Segundo Monchy (1989) a manutenção pode ser considerada como a medicina das máquinas e pode ser feita uma comparação entre a saúde humana e a saúde das máquinas como no quadro a seguir:

Analogia

Saúde humana

Saúde da máquina

Conhecimento do homem

Conhecimento das doenças

Carnê de saúde

Dossiê médico

Diagnóstico, exame, visita médica

Conhecimento dos tratamentos

Tratamento curativo

Operação

Nascimento

Entrada em operação

Conhecimento tecnológico

Conhecimento dos modos de falha

Histórico

Dossiê da máquina

Diagnóstico, perícia, inspeção

Conhecimento das ações curativas

Retirada do estado de pane, reparo

Renovação, modernização, troca

Longevidade

Durabilidade

Boa saúde

Confiabilidade

Morte

Sucata

MEDICINA

 

 

MANUTENÇÃO INDUSTRIAL

Quadro 3 – Comparação da saúde humana com a saúde das máquinas

Fonte: Monchy, 1989, p. 2

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