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Auditoria na manutenção industrial


Segue abaixo um resuno de um texto do Professor Lourival Augusto Tavares sobre auditorias de manutenção:Nos dias atuais, em um mundo tão competitivo, onde os clientes são cada vez mais exigentes, existem oportunidades de otimização nos negócios das empresas através do aprimoramento do sistema de gestão da manutenção. A primeira grande exigência é alcançar a excelência operacional (qualidade, custos competitivos e capacidade de entrega de produtos e serviços), reduzindo as perdas que se apresentam em todas as operações e, paralelamente, melhorar a capacidade de gestão de todo o pessoal envolvido, seja da operação ou da manutenção. Este último conceito estabelece a necessidade de definir que a responsabilidade da manutenção (evitar falha nos equipamentos) é de todos e não só do pessoal que trabalha no órgão de manutenção, o que significa que os gerentes de manutenção estão recebendo, cada vez mais, maiores responsabilidades, em muitos casos com uma estrutura enxuta devido às constantes reduções de gastos a que se vêm obrigados quando a manutenção é considerada exclusivamente fonte de despesas.

É evidente que, para iniciar qualquer atividade, devemos primeiro estabelecer “onde estamos? “quais são nossos pontos fortes e nossas fraquezas?” e “ quais as nossas oportunidades e desafios? Para isso, é necessária uma auditoria da função, que deve ser orientada por um especialista com experiência em sua aplicação, porém realizada, na prática, pelo próprio pessoal da empresa, para que a metodologia fique incorporada às suas competências.
A importância de utilizar um especialista se deve à suposição de que se manterá atualizado, não somente nas novas tecnologias de auditoria utilizadas no mercado, mas que também poderá transferir os conhecimentos que acumulou e as soluções utilizadas pelas diferentes empresas nas quais está aplicando essa metodologia. Por exemplo: no passado recente, só conhecíamos e aplicávamos quatro técnicas (Radar, Questionários, Avaliação da Base de Dados e Indicadores) e hoje em dia contamos com mais de quatro técnicas que foram propostas por consultores reconhecidos mundialmente e por grandes empresas que atuam no mercado especializado.
Método Radar

É aplicado para ouvir as pessoas que trabalham no chão de fábrica, ou seja, os operadores e os responsáveis pela manutenção, que por estarem atualizados, no dia a dia em contato com equipamentos, processos,

liderança e procedimentos, podem apontar, com muita propriedade, onde serão necessários os ajustes, buscando melhorar a eficiência, aperfeiçoar a logística, melhorar a segurança industrial, melhorar as técnicas e elevar a autoestima.
Método Questionário

Recomendado para ser aplicado à liderança a nível operacional, ou seja, peritos, supervisores e chefes de setores, podendo também ser estendido ao pessoal de nível superior das plantas (engenheiros, arquitetos, químicos,
geólogos, administradores, advogados etc.).

 

Base de dados

Onze arquivos que compõem a Base de Dados do sistema de gestão da manutenção possibilitarão a produção de relatórios de gestão:
  1. Cadastro de equipamentos;
  2. Material aplicado à manutenção;
  3. Recomendações de segurança;
  4. Instruções de manutenção;
  5. Plano mestre de manutenção;
  6. Ordem de serviço;
  7. Coleta de dados de mão de obra utlizada na manutenção;
  8. Coleta de dados do material utilizado;
  9. Mão de obra disponível;
  10. Perda de produção e indisponibilidade;
  11. Registro de medições.

Quebra de paradigmas

Identifica as condições mais importantes dos equipamentos, obras ou instalações, procedimentos utilizados, critérios aplicados e rotinas utilizadas, que poderão ser otimizadas, reduzidas ou eliminadas por não estarem
agregando valor ou por estarem agregando gastos desnecessários.

 

 Nível de maturidade das empresas

Projeto desenvolvido por Topkins y Asociates que utiliza uma linguagem simples e objetiva para apresentar sete pilares, conforme indicado a seguir, cada um com 5 níveis, onde o gerente da empresa identifica de forma sincera e espontânea e com o suporte do consultor, a posição de sua empresa segundo sua visão, sendo que esta informação, a critério da gerência, será registrada em relatório separado, se considerada como confidencial.
 Os sete pilares são:

  1.  Atitude de gestão corporativa da planta;
  2.  Estado organizacional da manutenção;
  3.  Percentual de perda de recursos devido à manutenção;
  4.  Solução de problemas de manutenção;
  5.  Qualificação e treinamento do pessoal de manutenção;
  6.  Resumo da posição do setor de manutenção na empresa;
  7.  A empresa na evolução tecnológica da manutenção.

  

 As seis fases da atividade de manutenção avaliadas são:

  1. Básica;
  2. Integrada;
  3. Por condições;
  4. Com o suporte do operador;
  5. Utilizar técnicas para melhorar a confiabilidade;
  6. Percever a função da manutenção como parte do negócio

 

Estas informações permitirão “priorizar” os insumos e aplicar os melhores esforços nas áreas que apresentam as melhores oportunidades de negócio. 

Por tudo isso é que o processo de Auditoria (como “avaliação” e não como “fiscalização”) se torna cada vez mais importante de ser realizado, semestralmente, no princípio, e depois da capacitação de todo o pessoal envolvido, passar para uma freqüência anual ou maior.

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Categorias:Gestão
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