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Gerenciamento de ativos


Segue abaixo, trechos de uma matéria interessante falando sobre gestão de ativos, para conferir a matéria de forma integral é só acessar o link publicado no final do texto.

O diretor de assuntos estratégicos da Emerson, Peter Zornio, resume a necessidade de um gerenciamento de ativos através do desejo que os engenheiros têm de tomar boas decisões que vão acabar impactando as atividades no chão de fábrica, no campo. Só que esse campo é composto de milhares de equipamentos e instrumentos que trabalham 24 horas por dia, sete dias por semana, por anos a fio! Ou seja, numa mesma planta, várias visões diferentes têm que se casar de maneira harmoniosa para que o negócio prospere.

E, de fato, a visão da operação e da manutenção não é a mesma porque cada um tem mais a visão de usuário para aqueles detalhes específicos que mais incomodam. “Do ponto de vista da automação, acho que muitos na manutenção ainda não têm a visão completa do potencial da automação de um sistema de gerenciamento de ativos. Para se entender melhor, é só lembrar que há alguns anos os engenheiros de processo não sabiam do potencial de um sistema de informação; todo mundo planilhava, fazia relatório em Excel sobre o que aconteceu no mês anterior!” resume Márcia Silva, gerente de automação da diretoria de empreendimentos da Braskem. Os processos e sistemas estão cada vez mais complexos e com mais inteligência envolvida; é preciso a utilização de ferramentas adequadas e a disponibilidade de profissionais preparados para se desenvolver e crescer com essas tecnologias. “Estamos em uma fase de formação de novos perfis de profissional com uma capacitação diferenciada para atender aos avanços de tecnologia nessa área.

Não se pode esperar por muito mais tempo. Quando comecei a trabalhar, entregávamos um relatório para descrever um evento que aconteceu, mas não sabíamos explicar exatamente todas as causas dos problemas; tínhamos que esperar uma próxima oportunidade para fazermos mais uma coleta de informações e validarmos nossas avaliações. Se a empresa fizer um levantamento hoje, de quanto a informação e os históricos nos permitem evitar muitos investimentos e manutenções, ela verificará que o retorno é muito grande”, lembra Márcia Fabiano Camargo, da Canexus planta de Calgary -, ressalta que os dados providos por um sistema de gerenciamento de ativos são mesmo vistos de maneiras diferentes pelos diversos usuários porque se para uma gerência é importante saber o final de vida de um equipamento e fazer o planejamento de investimentos para os próximos anos, para o pessoal da manutenção é importante saber o momento exato para uma intervenção e realizar uma manutenção programada em um determinado equipamento. “Já para o pessoal da operação uma curva de tendência do equipamento monitorado permite tomar uma decisão de reajustes no processo ou até mesmo fazer um alinhamento para o equipamento reserva devido a perda de eficiência do equipamento que está em operação.

Quando nem é possível ter um equipamento reserva, uma limpeza programada em determinada parte do processo pode ser o suficiente para que o equipamento retorne a curva de alto rendimento”. “O objetivo da gestão de ativos é maximizar o TVO (Total Value Owner- ship) referente a diferença entre os benefícios (aumento de produção e de rendimento) e os custos (de instalação – CAPEX, operação e manutenção – OPEX) de um ativo durante todo o seu ciclo de vida. O foco na simples redução do CAPEX é ainda muito forte nas empresas em geral. A redução do OPEX, embora várias vezes maior que a do CAPEX, não é considerada com a devida atenção nas discussões de novos investimentos”, lembra Márcia.

Para Fabiano, da Canexus, o “sonho de consumo” seria um sistema de gerenciamento de ativos fornecer com mais precisão o momento exato de uma intervenção pela equipe de manutenção, evitando paradas não programadas, permitindo uma operação em condição ótima de rendimento e tudo gerando informação para os níveis superiores pertinentes. “A Canexus utiliza diversos sistemas de gerenciamento de ativos de acordo com a necessidade de cada equipamento.

O “sonho de consumo” da Braskem é o mesmo de qualquer apaixonado por um serviço bem feito e pela tecnologia: ter um sistema que verifique se, por exemplo, uma válvula precisa ser trocada e mande automaticamente uma ordem de serviço dizendo que dali a tanto tempo deve ser programada a intervenção na válvula x, com problema y e sugestões de solução já especificadas. “Esse é o grande ganho, fazer o acompanhamento preventivo. Essa é a demanda agora que todos têm dos seus softwares de gerenciamento de ativos”, comenta Márcia.

É preciso fazer um investimento significativo na instrumentação de campo e na automatização da coleta dos dados que vão alimentar esses sistemas. O passivo de instrumentos é mesmo grande, são plantas de 30 anos! “Estamos aos poucos mudando as plantas antigas onde aproveitamos os projetos de “revamp” ou de melhoria para incluir a sua atualização tecnológica com sistemas de informação, gestão de alarmes e gestão de ativos “.

Então o objetivo é comprar os equipamentos já embutidos com tecnologias atualizadas de automação, inclusive o sistema de gestão de ativos, para não ter que investir depois. “É preciso incluir essa tecnologia como default nos equipamentos mais importantes e críticos das plantas industriais. E aqui na Braskem eles estão muito bem identificados, pois ela possui uma diretriz bem clara definida pelo seu Manual de Gestão de Manutenção, de classificação, priorização e definição de todas as informações necessárias para um atendimento adequado ao seu nível de criticidade”.

A Braskem possui uma central de serviços de manutenção que atende todas suas unidades no Pólo Petroquímico de Camaçari. O seu ob- jetivo é trabalhar de forma cada vez mais preditiva como vem acontecendo na unidade de Paulínia, porém com foco na gestão automatizada de ativos para equipamentos mecânicos e de processos críticos. Segundo a HPI market data 2003 Gulf Publish Company, mais de um quarto dos custos de manutenção são colocados em instrumentos e válvulas, seguidos de equipamentos mecânicos e de processo. Os softwares de gerenciamento de ativos, contudo, ainda estão voltados principalmente para transmissores e válvulas de controle, embora alguns possuam suítes específicas para gerenciamento de bombas e compressores. “Ninguém melhor do que o fabricante de um equipamento para lhe fornecer um sistema de gerenciamento do mesmo.

Mas o que normalmente vemos são empresas querendo vender serviços com sistemas genéricos e que muitas vezes não se aplicam aos equipamentos a serem monitorados na sua totalidade. Por isso na escolha de um sistema de gerenciamento de ativos é sempre interessante identificar o know how do fabricante sobre o sistema de e casos reais de monitoração do equipamento em questão”, lembra Fabiano da Canexus.

“A planta ideal será aquela com o mínimo de intervenções. O operador vai ser um profissional com maior visão de negócios, inserindo-se nos processos industriais para analisar as informações e o impacto de cada ação na empresa como um todo e para usar aquilo que só ele tem: o conhecimento da operação da planta, evoluindo para o funcionamento do negócio. Chegaremos lá com tecnologia e capacitação”, finaliza Márcia.

Fonte:

http://www.controleinstrumentacao.com.br/

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  1. Denise Silva
    dezembro 4, 2010 às 11:11 pm

    É realmente já trabalhei em manutenção e um dos principios básicos era conhecer e aprender os ciclos das máquinas.
    Cuidava da coleta de quebras de máquinas e acabava fazendo gráficos de quebras que auxiliava a produção na tomada de decisão e a própria manutenção, pois era direcionada a pior máquina e o estudo da vida útil da mesma.
    Foi uma das melhores atividades que atuei, pois aprendia com a máquina e também algumas ferramentas de manutenção como análise de falhas e RCM.
    Parabéns Afonso!!!
    Sucesso!

  2. jeferson
    setembro 16, 2012 às 10:20 pm

    olá… já estamos em 2012… e infelizmente muitas de nossas diretorias ainda não conseguem ver a manutenção como um lugar que mereça respeito….. no setor que trabalho (transformação de plasticos – injetoras)…. o que tem valor…. continua sendo a ferramentaria…. lamentável…

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